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Bill Gates tem razão: Como seria a semana de trabalho com 3 dias

Bill Gates, fundador da Microsoft, expressou sua opinião sobre a possibilidade de uma semana de trabalho mais curta em uma entrevista ao podcast What Now. Ele defendeu a ideia de uma semana de trabalho de apenas três dias, afirmando que “provavelmente está tudo bem se as máquinas puderem fazer as coisas e não precisarmos trabalhar tanto”. A proposta de uma semana de trabalho reduzida tem ganhado destaque, com mais de 20 empresas brasileiras planejando testar a semana de trabalho de quatro dias a partir de janeiro de 2024, com resultados positivos em termos de produtividade e bem-estar dos funcionários.

Além de Bill Gates, o CEO do JP Morgan, Jamie Dimon, também expressou apoio à ideia de uma semana de trabalho mais curta, afirmando que no futuro, as pessoas poderiam trabalhar apenas três dias e meio por semana devido aos avanços da tecnologia. Essa tendência reflete uma mudança no paradigma do trabalho, com empresas ao redor do mundo explorando opções de trabalho flexíveis para promover uma melhor qualidade de vida para seus colaboradores.

O que dizem os CEOs

Enquanto algumas empresas como Apple, Disney e Zoom adotaram o modelo presencial de trabalho, outras estão optando por modelos flexíveis. Isso tem gerado um debate entre os CEOs sobre qual modelo é mais adequado para a cultura organizacional e mentalidade da empresa.

Sylvia Hartmann, especialista em modelos de trabalho, afirma que muitos líderes estão optando pelo retorno aos escritórios por questões relacionadas à cultura organizacional e à mentalidade. Ela acredita que a tecnologia não é capaz de mudar a mentalidade das pessoas.

No entanto, funcionários com modelos de trabalho flexíveis têm relatado uma melhora na cultura da empresa nos últimos dois anos, segundo uma pesquisa do Future Forum, consórcio do Slack focado no futuro do trabalho. Além disso, empresas com políticas de trabalho flexíveis faturam mais, como mostra uma análise de 554 empresas públicas americanas feita pela Scoop, uma startup de gestão de trabalho híbrido, em parceria com o BCG.

A Vockan Consulting, empresa de tecnologia voltada para a indústria, adotou o modelo de trabalho de quatro dias por semana e obteve um aumento de 41% na produtividade. A empresa começou o plano piloto do novo regime de trabalho em novembro de 2022 e finalizou o período de testes com 70% dos seus 100 funcionários em março deste ano. Atualmente, a Vockan continua funcionando em jornada reduzida e em sistema híbrido – 3 dias de trabalho home office e 1 dia presencial. O CEO da Vockan, Fabrício Oliveira, afirma que o mais importante é mapear a empresa e o segmento e entender o dia a dia do colaborador e como redesenhar a sua rotina de trabalho.

A Vockan observou uma maior retenção e atração de talentos, além de funcionários mais felizes e com melhor saúde mental. Desde o início do projeto, o número de colaboradores aumentou 62% e pesquisas anônimas de clima mostraram que 60% dos colaboradores estão muito felizes e 40% estão felizes com o trabalho.

Por outro lado, a semana de quatro dias não funcionou na Marfin, empresa de IA e marketing digital. Ivan Cordeiro, fundador e CEO da Marfin, foi um dos pioneiros do modelo no Brasil, mas viu a produtividade da sua empresa cair. Ele implementou a ideia na companhia entre 2021 e 2022, mas se deparou com alguns problemas, principalmente devido à falta de sincronia com seus clientes e parceiros e à ausência de ferramentas tecnológicas avançadas. Ele avalia que faltou maturidade da gestão e da equipe.

Em resumo, a adoção de modelos flexíveis de trabalho pode trazer benefícios para as empresas, como aumento na produtividade, maior retenção e atração de talentos, além de funcionários mais felizes e com melhor saúde mental. No entanto, é importante mapear a empresa e entender as necessidades dos colaboradores para redesenhar a sua rotina de trabalho.

Volta à semana de quatro dias

A Vockan Consulting, empresa de tecnologia voltada para a indústria, testou a semana de trabalho de quatro dias, com resultados positivos para a produtividade e o bem-estar dos funcionários. Embora a empresa tenha cancelado a semana mais curta no início deste ano, deve retomar o regime quando estiver mais preparada, seguindo a recente declaração de Bill Gates, que ressoa com a visão de futuro do trabalho de muitos líderes empresariais.

Pesquisas mostram que a tecnologia já está transformando o ambiente de trabalho, assumindo tarefas repetitivas e trazendo ganhos em produtividade, mas é apenas um meio para a mudança. O potencial da tecnologia depende do uso do ser humano. Um estudo do MIT mostra que o uso de chatbots de IA generativa pode acelerar a produtividade em 40% e aumentar a qualidade das entregas em 18%. E quase 70% dos profissionais acreditam que são mais produtivos trabalhando de forma remota.

Muitos dirigentes pensam que vale mais a pena investir milhões em escritórios e incentivos para levar as pessoas de volta do que em tecnologia e capacitação para que as pessoas aprendam a trabalhar de forma remota, mas a Vockan Consulting usou tecnologias para integrar os funcionários no regime híbrido e reconhece o potencial da inteligência artificial para diminuir a carga de trabalho. O CEO da empresa, Oliveira, afirma que futuramente a tendência é o ser humano trabalhar cada vez menos e as máquinas assumirem um papel cada vez maior, mas isso não está relacionado com a perda de empregos para as máquinas.

No entanto, essa transformação não abrange toda a força de trabalho. Cerca de 75% dos profissionais não têm acesso a trabalhos que podem ser feitos de forma remota, e provavelmente em três dias também não. As especialistas citam as principais práticas para criar um modelo de trabalho flexível e testar a semana de trabalho de quatro dias, como reduzir o número de reuniões, fazer reuniões mais curtas e com menos participantes, usar a tecnologia para trabalhar de forma assíncrona, fortalecer processos de comunicação, planejar a agenda de trabalho, colocar momentos para hiperfoco na agenda e automatizar processos.

A transição para semanas de trabalho mais curtas parece inevitável, mas requer equilíbrio entre tecnologia, preparação cultural e desenvolvimento de habilidades profissionais. A tecnologia é uma ferramenta importante, mas não pode ser vista como a única solução para a implementação da semana de trabalho de quatro dias.

O teste da semana de quatro dias no Brasil

Os resultados de um estudo da 4 Day Week Global mostram que a redução da jornada de trabalho semanal para quatro dias, ou 32 horas por semana, pode trazer benefícios para as empresas participantes. A iniciativa pode resultar em aumento da produtividade, bem-estar dos funcionários e principalmente nos lucros das companhias. Além disso, a experiência da semana de 4 dias reduz emissões de carbono e contribui para a equidade de gênero.

De acordo com a CEO da Reconnect Happiness at Work, Renata Rivetti, a redução da jornada de trabalho também pode trazer benefícios para os funcionários, como a redução no esgotamento e a atração de talentos. A consultoria está ajudando a implementar um piloto do projeto no Brasil.

O estudo da 4 Day Week Global ainda apontou que a semana de 4 dias pode resultar em aumento na capacidade para o trabalho, diminuição nas demissões de funcionários e aumento da receita em relação ao ano anterior.

Produtividade

Para que a adoção da semana de trabalho de quatro dias seja possível, é necessário que as empresas repensem a cultura de produtividade. A ideia de que o tempo de trabalho e a disponibilidade estão diretamente relacionados à produtividade não faz mais sentido. Em vez disso, as empresas devem se concentrar em entregas de qualidade e no trabalho verdadeiramente produtivo, independentemente do tempo gasto no escritório ou em casa.

Uma pesquisa do MIT Sloan mostrou que mais de 85% do tempo dos trabalhadores é gasto em reuniões, a maioria delas improdutiva. A cultura “always on” também contribui para a sobrecarga de trabalho e a exaustão, especialmente com o aumento do trabalho remoto.

No entanto, a tecnologia pode ser uma aliada na busca pela produtividade. Empresas como a Inspira, que participa do teste da semana de trabalho de quatro dias, já estão usando soluções tecnológicas para aumentar a eficiência do trabalho. Por exemplo, advogados agora gastam 10 vezes menos tempo para fazer a leitura de um caso graças a tecnologias de automação de processos. Se essa eficiência puder ser aplicada a outras atividades, a carga de trabalho humana pode ser reduzida ainda mais.

Em resumo, a cultura de produtividade precisa mudar para que a semana de trabalho de quatro dias seja possível. As empresas devem se concentrar em entregas de qualidade em vez de tempo de trabalho e disponibilidade. Além disso, a tecnologia pode ser usada para aumentar a eficiência e reduzir a carga de trabalho humana.

Vinicius Junior

Vinicius Junior

Entusiasta da comunicação, Vinicius é Analista de TI e colaborador na revisão dos artigos deste blog, os quais são gerados por IA.